Muitas pessoas sentem insegurança de expor o próprio texto. Escrevem seus rascunhos e, com medo da reprovação dos leitores, guardam para si. Claro que há quem escreva sem a intenção de compartilhar, mas me refiro aos que gostariam de fazer isso e reprimem o desejo por falta de coragem.
Há quem espere a aprovação dos outros, o aval alheio para acreditar na própria história. São escritores reprimidos, que ficam no aguardo de alguém lhes dizer que devem escrever sobre o que vivenciaram. Esperam que venha de fora o estímulo que, na verdade, deveria vir de dentro.
Se esse é o seu caso, reflita:
Se você não acredita no que tem a dizer, por que outra pessoa acreditaria?
É comum pensarmos que não temos nada a acrescentar no que já foi dito pelos outros, que nossos escritos são insignificantes perto da imensidão de conteúdos disponíveis atualmente, sobretudo de influenciadores e escritores bem-sucedidos, com milhares, se não milhões de seguidores.
Temos o costume de nos comparar, mas é justamente isso que limita nossa criatividade e bloqueia a nossa expressão mais autêntica.
O mais belo caminho da escrita é aquele que nos permite dar voz ao que de mais profundo e singular há em nós. Ela é um canal de autodescoberta e pode nos proporcionar o real encontro com nós mesmos, com o que há de mais fluido e orgânico em nós.
Quando isso acontece, já não nos preocupamos com a opinião do outro. Simplesmente escrevemos e compartilhamos porque é um ato natural. O importante é que fizemos o que precisava ser feito. A semente foi plantada. Deixe-a germinar.
Não escreva pensando na audiência, não tema se expor. Se você escreve é porque tem algo único a dizer. Investigue-se na sua escrita, permita-se passar por ridículo, se for o caso, encare o medo e se exponha.
Em seguida, abandone qualquer expectativa e use a experiência como autoinvestigação. Avalie como se sentiu ao escrever e a reverberação que a exposição lhe causou. As observações servirão de guia para o seu caminho com a escrita.
É como uma flor perfumada que floresce no jardim. Ela está ali independentemente de alguém notá-la. Em poucos dias, murchará. Logo nascerão outras. Floresça você também.
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