‘Para mim o sentido da vida é trabalhar para as minhas filhas’

O simpático Guilheme Ianez e seus artesanatos
O simpático Guilheme Ianez na Praça da República com seus artesanatos

“Para mim o sentido da vida é trabalhar para as minhas filhas. Na realidade eu fiquei sozinho, minha mulher me deixou com minhas filhas quando elas eram pequenas, tinham 2 e 3 anos, e desde esse tempo cuido delas…”

O chileno Guilherme Ianez, de 45 anos, trabalhava vendendo artesanatos na Praça da República num sábado quando seu rosto simpático me convidou para ir falar com ele – antes eu tinha olhado para vários vendedores, mas nenhum parecia estar muito “na vibe” de conversar…

Era minha intenção falar com um desses ambulantes meio “hippies”. Confesso que estava pronta para ouvir qualquer coisa como: “ah, o sentido da vida é viver na paz, no amor, na alegria etc.” A resposta de Guilherme me surpreendeu…

O sorridente chileno de Santiago disse que gosta do Brasil. “A primeira vez que vim fiquei dez anos, fui embora para o Chile, fiquei dez anos lá e voltei agora, tem dois anos que estou aqui de novo.” 

Na Praça da República ele vende brincos, colares e outros artesanatos que faz com metais como cobre e arames – entre outras coisas. “Toda a minha vida trabalhei vendendo artesanatos. Eu me dou bem. Na Virada Cultural eu vendi R$ 200 num dia (…). O dia que vende bem compensa o que não vende bem.”

DSCN9039Ele diz que mora em São Bernardo do Campo, onde o aluguel é mais barato, e pega ônibus para ir vender os artesanatos no Centro de São Paulo.

“Tenho [brincos] de R$ 5, de R$ 20… E os colares que vendo por R$ 35 e R$ 40.”

As suas filhas, aliás, o ajudam na confecção das peças. Íris tem 14 anos, está na primeira série e quer ser estilista. Ingrid tem 16, está na 8ª série e quer estudar idiomas, conta.

“Elas duas sabem espanhol e português e estão estudando inglês”, conta o pai, orgulhoso.

Obs: Eu já ia embora bastante feliz pela boa conversa com o vendedor quando ele pediu para eu escolher uma “bicicletinha” de presente e guardar como lembrança do nosso bate-pato. Eu relutei um pouquinho, mas (felizmente) acabei aceitando a recordação, que foi parar na sala da minha casa! Taí a foto.

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