Um encontro sobre a vida com quem mais entende dela: os que somam mais de 60 anos vividos

Legenda:
Encontro aconteceu no Centro de Convivência da Terceira Idade do Ipiranga

E aí que eu fui contar o que descobri em dois anos de entrevistas sobre o sentido da vida para aqueles que talvez sejam os que mais entendam do assunto: os que somam mais de 60 anos vividos.

E foi lindo. Fiquei emocionada com a receptividade que tive e com a participação tão verdadeira de um público composto majoritariamente por simpáticas e falantes senhoras (eram cerca de 15 pessoas, e só tinha dois homens).

Juntos, nós elaboramos uma “poderosa” lista com sentidos da vida que inclui visões como: “saber equilibrar ‘ser’ e ‘ter’”, “aceitar as pessoas e respeitar suas diferenças”, “aumentar as virtudes e diminuir as dificuldades” e “aceitar eventualidades e corrigir erros”.

O senhor que observou sobre o equilíbrio entre “ser” e “ter” explicou sua visão: quem foca somente no “ter” se transforma numa pessoa muito materialista e vazia. Já quem só vive apenas pelo “ser”, no sentido espiritual, fica até chato de tanto falar nisso e em Deus. “O importante é ter um equilíbrio”, opinou.

Teve uma participante que ainda lembrou que o sentido da vida é uma “busca constante e mutável”, que varia de acordo com a época da vida. “Os meus objetivos hoje não são os mesmos de quando eu era mais nova”, disse, explicando que o “sentido da vida” dela já foi ter um bom emprego, casar-se, ser uma boa mãe etc.

Lista de 'sentidos da vida' que elaboramos
Lista de ‘sentidos da vida’ que elaboramos

Simplicidade da natureza

Durante a conversa, a gente ainda observou como a vida está diante de nós a todo momento, com as belezas da natureza (sim, falamos da lua cheia na semana passada; das flores que desabrocham nesta época do ano; da alegria que é caminhar no parque ali ao lado) – e de como a gente quase não se dá conta disso no dia a dia.

O simpático encontro aconteceu no Centro de Convivência da Terceira Idade do Ipiranga, bairro onde eu moro. O espaço fica do lado do Parque da Independência, onde colhi o primeiro dos mais de 100 relatos que já publiquei aqui no Vidaria (o da Eliane Silva, leia aqui) – o mais legal é que, como frequentam o parque, as senhoras disseram conhecê-la!

O bate-papo no centro estava marcado há algum tempo. Fui eu mesma que procurei o local e me ofereci para contar um pouquinho do que colhi após tantas entrevistas.

Confesso que eu estava um pouco insegura sobre o que falar diante de uma plateia, digamos, tão “experiente”. Mas aí pensei: bom, sou só uma representante das pessoas que me contaram suas vidas. Tenho mais de 100 histórias para contar, então assunto não vai faltar.

E não faltou mesmo. Obviamente, durante o bate-papo as senhoras fizeram o favor de contar as histórias de vida delas também. No final, senti que todos ficamos quites: uma troca que deu todo sentido à minha manhã – e acho que à deles também!

E segue a lista completa de sentidos da vida refletidos no encontro:

  • Trabalhar
  • Viver bem
  • Aceitar as pessoas e respeitar suas diferenças
  • Aprender e evoluir
  • Cumprir uma missão
  • Aceitar as eventualidades e corrigir os erros
  • Manter um equilíbrio entre “ter” e “ser”
  • Aumentar as virtudes e diminuir as dificuldades (dentro do possível)
  • O sentido da vida é uma busca constante e mutável
Anúncios

Um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s