Qual é o sentido da vida?

DSCN5856Oi,

Eu sou Gabriela Gasparin, tenho atualmente 27 anos e trabalho como jornalista.

Apesar das quase três décadas de vida (mais “bem vividas” do que talvez meus pais imaginem, mas não tanto quanto eu gostaria), confesso que ainda não consegui resolver muito bem essa história de dar um sentido para a vida.

Eu sempre “piro” quando paro para pensar na quantidade de gente que há no mundo e nos diferentes pontos de vista de cada um.

Até onde sabemos, são mais de 7 bilhões de pessoas no planeta. Levando em conta aquele famoso ditado “cada cabeça é uma sentença”, são mais de SETE BILHÕES de sentidos para a vida.

Que loucura!

Certo dia, tive a ideia de sair perguntando às pessoas qual é o sentido da vida.

Como eu já vivo de contar histórias mesmo, acabei pegando gosto pela coisa. Dessa forma, para mim acabaria sendo, acima de tudo, um ótimo passatempo para a minha vida.

Quem sabe alguém não me dá uma luz no fim do túnel?

Que venham as respostas de quem der para perguntar e tiver no pique de responder. Na pior (ou melhor) das hipóteses, vou descobrir que não há sentido algum mesmo! Quem sabe, ao menos, não rende boas histórias?

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6 comentários

  1. Nos últimos 20 anos eu também estava constantemente me perguntando qual é o sentido da vida. Acabei encontrando! No livro “Por que confessar-se”, de Rafael Stanziona de Moraes. Veja este trecho:

    (…) somos criaturas; temos a vida recebida de Deus. Por isso, para Ele devemos voltar-nos se quisermos saber a razão de ser da nossa existência. Deus criou o mundo para externar a sua alegria; e quis comunicá-la por um excesso de Amor. Com efeito, o bem é difusivo. Quando acontece alguma coisa que nos alegra muito, ou alcançamos uma meta qualquer pela qual vínhamos lutando há longo tempo, experimentamos um forte impulso de contar a nova aos nossos familiares e amigos. Queremos partilhar com todos o sucesso, pois a alegria faz com que nos sintamos mais próximos até dos desconhecidos. Por isso, uma pessoa apaixonada tende a expandir-se: faz poesia. Com Deus acontece algo de parecido. A Criação toda é um transbordar da bondade divina, a esplêndida poesia viva de um Deus «apaixonado», uma sinfonia de amor. O valor de toda a realidade criada, da qual somos uma parte, é, pois, bem claro. É o valor de uma composição artística: proclamar a riqueza íntima do seu Criador. Este é o sentido radical da Criação: reconhecer e glorificar a Deus. Criado à imagem e semelhança de Deus, inteligente e livre, capaz de conhecer e de amar, o homem é, antes de mais nada, o único espectador da sinfonia da Criação. Como acabamos de ver, Deus criou o mundo para se comunicar, ou, falando livremente, para abrir o coração numa confidência amorosa. Mas como só é possível uma verdadeira confidência se houver um interlocutor capaz de entendê-la, o ser humano, ao compreender o cântico da Criação, torna eficaz a confidência divina. Só o homem percebe a poesia do Universo e nela vislumbra a grandeza do seu Autor. Isso já é muito, mas o ser humano chega mais longe. Conhecendo a Deus a partir das suas criaturas, pode enamorar-se dEle e amá-lo na sua infinita bondade. Pode, finalmente, movido pelo amor, associar-se a Deus na sinfonia, transformando-se em solista da Criação. As coisas inanimadas manifestam a bondade de Deus passivamente. Não têm atuação própria. Já as plantas e os animais, seres vivos, são instrumentos muito mais nobres, capazes de ação própria. Mas a sua atuação não é livre, pois até os animais superiores agem sempre sujeitos ao determinismo do instinto. Não passam de instrumentos de acompanhamento. O único solista é mesmo o ser humano livre, capaz de influir conscientemente, com originalidade, na cena do Universo. E este é o sentido da vida humana, tal como nos explica o Catecismo: o homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus, para ouvir a sinfonia divina, encher-se de admiração pelo seu compositor e colaborar nela com uma resposta amorosa. O homem pode, porém, dar outra finalidade aos seus dias aqui na terra, pode pretender uma autoafirmação ou realização desvinculada do plano de Deus; no entanto, qualquer finalidade diferente da prevista pelo Criador carece de sentido. Há incontáveis modos diferentes de cada um prestar a sua contribuição, há um espaço enorme para a criatividade do amor, mas é preciso respeitar as regras da harmonia. As ações humanas que se harmonizam com a sinfonia divina são boas, e as que destoam são erradas. Os pecados são precisamente essas notas desafinadas, grotescas; atuação desordenada, sem sentido. Cada pecado, por pequeno que seja, é aberrante e introduz algo de sinistro no Universo. É como se uma estrela saísse da sua órbita ou como se nascesse um elefante do ovo de uma galinha. Cada pecado encerra uma terrível maldade: mancha a beleza da esplêndida composição divina, «traz consigo uma perturbação da ordem universal»12, prejudica toda a comunidade humana e destrói a felicidade de quem o pratica. A felicidade, contrariamente ao que pode parecer à primeira vista, não está na satisfação momentânea que um ato nosso ou uma circunstância externa qualquer possam produzir. O que torna o homem feliz é ter o verdadeiro sentido para a sua vida, é estar cumprindo a sua missão, vivendo para aquilo para que foi criado. A felicidade autêntica não depende de que o céu esteja azul ou cinzento, e é compatível com a dor transitória. A alegria superficial de desfrutar do momento presente aparece e desaparece, escapando em boa medida ao nosso controle, e, de qualquer maneira, é sempre breve. A felicidade real, pelo contrário, é estável, e, embora nem sempre redunde em alegria sensível, tende a manifestar-se também nessa alegria, tão logo as circunstâncias o permitam. O pecado, ao tirar sentido à vida, mata a felicidade do homem na sua raiz. Pode continuar a haver satisfação superficial esporádica, mas mesmo essa satisfação, com o tempo, vai murchando como folha a que não chega a seiva. (…)

    e depois o livro continua explicando a importância de nos confessarmos, como confessarmos, etc. Enfim, o livro foi comprado com um objetivo mas acabou me respondendo por tabela a famosa pergunta que tanto nos intriga! Um abraço, Flaviano.

  2. Gabriela, imagine os passarinhos voando, os planetas girando, o universo se expandindo, a vaquinha pastando, tudo e todas as coisas existindo na forma que lhes foi permitida existir, mas nenhuma inteligência ou consciência capaz de admira-las, de entendê-las, de decifrá-las, decodificá-las… O Homem (ou outras espécies em qualquer planeta com inteligência suficiente para contemplar e entender as coisas) é a peça fundamental para justificar a criação (de deus, de deuses, da natureza em si, ou o que mais defendam crentes e ateus). Dar ‘sentido à vida’ é nossa função, dar um ‘porquê’ às coisas e ao universo que nos cerca, caso contrário tudo seria uma gigantesca inutilidade. Mal ou bem vamos cumprindo essa função, em especial a Ciência.

  3. Curti muito sua ideia Gabriela!!! Tenho certeza que experiências de vida fantásticas surgirão deste trabalho. Mantenha sempre divulgado, vou te visitar sempre!!! Beijos!!!

    • Brigada, Lises!! Espero encontrar essas boas experiências também! Vamos ver, né? Eu vou divulgar, sim!!!
      😀
      (eu não sabia que tinha deixado para moderar os comentário, foi sem querer, hahaha)

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