Einstein, Gandhi, Janis Joplin, Freud… O sentido da vida para 200 personalidades

Montagem/Reprodução
Pesquisa ‘agrupou’ sentidos da vida em 10 tópicos (Foto: Montagem/Reprodução)

“Talvez a mente humana seja simplesmente incapaz de compreender uma ideia tão profunda como a do sentido da vida.”

A conclusão é de um estudo que analisou 238 citações de 195 personalidades sobre o sentido da vida (144 homens e… 51 mulheres) – como pensadores, escritores, cientistas, líderes espirituais, filósofos e artistas.

Eu soube da existência da pesquisa e consegui uma cópia.

São quase 200 nomes, entre eles estão Albert Einstein, Gandhi, Dalai Lama, Jean Jacques Rousseau, Janis Joplin, Thomas Jefferson, Sigmund Freud, Franz Kafka, Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Charlie Chaplin e Nelson Mandela, entre outros.

O trabalho foi publicado na revista britânica “Journal of Humanistic Psychology”, em 2003, e foi coordenado por Richard Kinnier, professor de psicologia da Universidade do Estado do Arizona.

A pesquisa elencou as definições em grupos com significados parecidos, e chegou a uma lista de 10 principais “sentidos da vida”.

Segue o resultado do estudo, com os “top 10 sentidos da vida” apresentados por ordem de frequência das citações:

1 –A vida é para ser desfrutada”

“Curta a experiência de viver. Viva o momento, a jornada” – essa foi a temática mais endossada entre as personalidades pesquisadas, com 17% da amostra.

Entre os que defendiam essa forma de levar a vida estão Ralph Waldo Emerson, Malcolm Forbes, Cary Grant, Janis Joplin, Thomas Jefferson, Helen Keller, Sinclair Lewis e Eleanor Roosevelt.

De acordo com a pesquisa, o escritor americano Emerson encorajava seus leitores a “rirem muito e com frequência”.

Forbes, publisher americano, dizia que “a vida é muito curta. Enquanto estiver vivo, viva!”

Janis Joplin, por sua vez, falava: “aproveite sua chance enquanto puder”.

DSCN9140 2 – “Amar, ajudar ou servir ao próximo. Exercitar a compaixão”

Essa forma de ver a vida era defendida por 13% da amostra, incluindo nomes como Albert Einstein, Mohandas Gandhi, Dalai Lama, Albert Schweitzer e Jean Jacques Rousseau.

É de Einstein, por exemplo, o seguinte ponto de vista: “somente uma vida vivida para os outros é uma vida que vale a pena”, diz o estudo.

Viktor Frankl, psiquiátra austríaco, acreditava que “amar é o último e maior objetivo a que o homem pode aspirar. A salvação do homem é através do amor e no amor”.

Gandhi, um dos melhores exemplos de serviço à humanidade, cita a pesquisa, disse: “meu consolo e minha felicidade são me encontrar a serviço de todas aquelas vidas, porque a essência Divina é a soma total de toda vida”.

3 – “A vida é um mistério”

A temática também foi endossada por 13% da amostra, incluindo Albert Camus, Bob Dylan, Albert Einstein, Betty Friedan, Napoleão, Stephen Hawking e Martin Buber.

Camus, por exemplo, disse: “eu não sei se esse mundo tem um sentido que o transcenda. Mas eu sei que eu não sei esse significado e que é impossível para mim sabe-lo”.

O físico britânico Hawking afirmou que “se encontrarmos uma resposta para isso [por que nós e o universo existem], ela seria o triunfo final da razão humana. Então, conheceríamos a mente de Deus “, diz a pesquisa.

4- “A vida não tem sentido”

O mais pessimista, mas bastante popular “sentido da vida” foi defendido por 11% da amostra, diz o estudo, incluindo Joseph Conrad, Clarence Darrow, Sigmund Freud, Franz Kafka, Henry Miller, Bertrand Russell, Jean Paul Sartre, Arthur Schopenhauer e George Bernard Shaw.

O escritor britânico Joseph Conrad se refere à vida como “arranjo misterioso de impiedosa lógica para um propósito fútil”.

Sartre, por sua vez, proclamou que “não faz sentido que nasçamos, mas também não faz sentido que morramos”, cita a pesquisa.

O estudo diz que George Bernard Shaw uma vez comparou a vida a uma doença, “e que a única diferença entre um homem e outro é o estágio da doença que ele vive”.

“O pessimismo implícito por esse tema foi poeticamente capturado por Clarence Darrow”, diz o texto, “quando ele comparou a vida a um navio que está ‘sendo atingido por todas as ondas e ventos, um navio indo para nenhum porto, sem leme, sem bússola, sem piloto, simplesmente a flutuar durante um tempo, e depois perdido nas ondas”.

5 – “Servir e adorar a Deus e nos preparar para a próxima vida”

Sem surpresas, diz a análise, essa forma de enxergar a vida, endossada por 11% da amostra, era defendida por líderes como Gandhi, Billy Graham, Martin Luther King, Madre Teresa e Dalai Lama, além do ex-pugilista norte-americano Muhammad Ali e Nelson Mandela, entre outros.

Muhammad Ali se referia à vida como “a única preparação para a vida eterna, que é muito mais importante do que os curtos prazeres que nos seduzem aqui”.

Já o sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, diz que, em vida, nós devemos “dar glória a Deus, refletindo sua beleza e seu amor. É por isso que estamos aqui e esse é o propósito de nossas vidas.”

Martin Luther King, por sua vez, afirmou a mesma coisa de forma mais sucinta, ainda de acordo com o texto: “eu só quero fazer a vontade de Deus”.

6 – “A vida é uma luta”

Esse “sentido da vida” foi citado por 8% da amostra. A parcela é representada por nomes como Charles Dickens, Benjamin Disraeli, Edna St. Vincent Millay, George Bernard Shaw e Jonathan Swift.

Em um dos seus livros, o romancista inglês Charles Dickens se referiu à vida como “uma moagem maldita horrível”, cita a pesquisa.

O escritor Jonathan Swift descreveu a vida como “uma tragédia na qual nós sentamos como espectadores por algum tempo e, em seguida, fazemos nossa atuação”.

O pensador britânico Benjamin Disraeli, por sua vez, refletiu que “a juventude é um erro, a masculinidade uma luta, e a velhice um lamento.”

7 – “Contribuir para algo que é maior do que nós”

A maneira de enxergar a vida é defendida por 6% das personalidades analisadas, entre elas Will Durant, Ralph Waldo Emerson, William Faulkner, Benjamin Franklin, Horace Mann, Margaret Mead, Richard Nixon e Gandhi.

O filósofo Will Durant, cita o estudo, acreditava que o sentido da vida “reside na possibilidade que ela nos dá de contribuir para a produção ou a algo maior que nós mesmos.”

O escritor e filósofo Emerson acreditava que nossa tarefa é “deixar o mundo um pouco melhor” e o educador americano Horace Mann dizia: “você deveria ter vergonha de morrer antes de ter vencido algo pela humanidade.”

O dramaturgo George Bernard Shaw, diz a pesquisa, “eloquentemente” refletia que “a verdadeira alegria na vida é estar sendo usado para um propósito reconhecido por si mesmo como poderoso.”

8 – “Evoluir como pessoa ou como espécie”

Buscar a sabedoria e a verdade para um nível mais elevado é defendido como a razão da vida para 6% das personalidades analisadas, como Marie Curie, Erich Fromm, Frederick Nietzsche, Plato, Elizabeth Kübler-Ross, Robert Louis Stevenson e Henry David Thoreau.

Para o psicanalista Fromm, destaca a análise, “a principal tarefa do homem em vida é dar à luz a si mesmo e se tornar o que ele potencialmente é.”

Similarmente, o escritor Robert Louis Stevenson argumentou que “se tornar no que somos capazes de se tornar é o único fim da vida”, destaca.

9 – “Criar seu próprio sentido

Da amostra, 5% defendem a ideia acima. Entre eles estão Sidney Hook, Grandma Moses, Carl Sagan, Simone de Beauvoir, John Dewey, Viktor Frankl e Carl Jung.

A pesquisa cita que a pintora Grandma Moses (Anna Mary Robertson Moses) declarou: “a vida é o que fazemos dela, sempre foi e sempre será.”

O cientista Sagan descreveu o que vemos como a “grande verdade”: vivemos em um vasto e maravilhoso universo em que, diariamente, sóis são feitos e mundos destruídos, onde a humanidade se apega a um torrão obscuro de rocha. O significado da nossa vida e do nosso frágil reino deriva de nossa própria sabedoria e coragem. Somos guardiões do sentido da vida.”

10 – “A vida é uma enorme piada

A visão era defendida por 4% dos pensadores analisados, incluindo Albert Camus, Charlie Chaplin, Bob Dylan, Lou Reed e Oscar Wilde.

Talvez, diz o estudo, a pessoa mais conhecida por vender a vida como um absurdo foi Camus, que disse: “o absurdo é o conceito essencial e a primeira verdade.”

Charlie Chaplin, por sua vez, uma vez descreveu a vida como “uma tragédia se vista em ‘close-up’, mas uma comédia se olhada em panorâmica.”

O rock star Lou Reed relacionou nossa habilidade de entender a vida a ler sânscrito para um pônei.

Bob Dylan, por sua vez, observou que “Há muitos aqui entre nós que sentem que a vida é apenas uma piada.”

Bom, depois de eu ler atentamente cada um deles, acho que diria que, para mim, o sentido da vida de repente pode ser a somatória de todos (ou quase todos)… Não?

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2 comentários

  1. Gostei. Um pouco decepcionada com Einstein. Mas acho que em cada momento das nossas vidas, a gente adota uma frase dessas ai. Drama, risada, ajudar os outros, ser excepcional são conceitos recorrentes, né? Bora viver.

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