vídeo ‘O fundamento é Deus; estou a cada dia buscando o sentido da vida’

“O fundamento é Deus, se a gente for procurar um sentido para a vida, acabamos em Deus. Porque é de lá que vem a vida (…). Eu estou a cada dia buscando o sentido da vida. O que Deus quer de mim neste momento?”

A Irmã Ana Maria da Silva, de 63 anos, descobriu a vocação para ser freira aos 11 anos. “É o chamado de Deus. Eu senti dentro do meu coração assim como se fosse uma voz. Parece que está dentro de mim essa voz, ‘preciso de você, eu quero você todo para mim’. Então eu fui seguindo essa voz e fui me aventurando, me aventurando, cheguei aqui e sou feliz”.

Vi a Irmã Ana Maria caminhando na rua num dia desses quando eu saía do trabalho. Há algum tempo eu estava interessada em falar com uma freira sobre o sentido da vida, então parei para conversar com ela.

Num jeito bem ‘calminho’ de falar, ela me revelou que nunca namorou, já que decidiu muito cedo a vocação para ser freira.

“Não tive tempo de namorar devido à idade, mas já tinha, assim, alguns pretendentes que gostavam de mim, mas eu não queria nem saber. Queria saber de estar com Deus, de procurar as coisas de Deus”.

Irmã Ana Maria da Silva
Irmã Ana Maria da Silva

Afirmou, ainda, que é feliz com essa escolha: “às vezes as pessoas olham para nós e falam, poxa, são umas infelizes, porque não casaram, não namoraram, não têm filhos. Mas a felicidade é na doação. Tem tantas mães que têm filhos, maridos. Quantos homens, quantas mulheres, não são felizes. É o matrimonio que realiza só?”

‘Lá Deus me achou’
Ela me disse que nasceu no interior do Paraná. “Sou paranaense, lá da roça, por assim dizer, lá mesmo do interior. E lá Deus me achou, me encontrou, e eu encontrei com Ele.”

Ana Maria explicou que, para ser freira, é necessário ter formação escolar. “O ensino médio. Se tiver formação superior é ainda melhor (…). E depois tem a formação religiosa, como se fosse a teologia mas dentro do campo da religião. Comecei pedagogia, mas depois pensei ‘não, quero teologia’. Faz uns cinco anos que eu terminei minha teologia”, contou.

Ainda sobre o sentido da vida, ela me disse que “vale a pena viver por Deus.”

“É tão bom viver, fazer as coisas de Deus, parece que as coisas estão ruins mas não está assim. (…) Ele nos dá uma missão e eu estou cumprindo essa missão que Ele me deu. (…) Isso vai me fazendo feliz porque eu dou a minha vida hoje não para me fazer feliz, mas para fazer outras pessoas felizes. E isso traz uma felicidade muito grande.”

Ao final da conversa, a Irmã Ana Maria afirmou que jamais se arrependeu da escolha que fez para a vida:

“Nós temos uma missão, não foi À toa que Deus me chamou, que me colocou no mundo. Eu preciso fazer algo para fazer outras pessoas felizes e no meu caso minha realização é em Deus (…). Tantos anos aqui, se eu me arrependesse, eu já tinha ido embora”.

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