Filho único conta como supera a dor de ter perdido os pais

Foto_Alyryo2
“O sentido da vida pra mim, é o simples fato de estar vivo”

O administrador potiguar Alyryo Machado Freire, de 36 anos, é leitor do blog (olha que chique) e enviou há algum tempo uma mensagem expressando a vontade de compartilhar sua história.

Primeiro eu fiquei bastante contente com o fato de alguém que eu não conhecia querer dar seu depoimento, assim, espontaneamente. Depois, muito emocionada com a história dele. Na primeira mensagem, foi dessa forma que ele resumiu sua experiência:

“Gostaria de compartilhar um pouco da minha história com vocês. Sou filho único e perdi meus pais em 2009 (minha mãe em janeiro e meu pai nove meses depois). Aprendi que a vida nem sempre é fácil, mas, apesar de tudo, pode ser doce.”

Como ele mora em Brasília, enviei as perguntas por e-mail. Acabei lendo as respostas num dia que eu estava meio ‘jururu’. Terminei a leitura com lágrimas nos olhos, emocionada pelo relato e feliz por ter recebido o que considerei um ‘presente’ naquela manhã cinzenta de feriado de plantão: alguém tinha uma história, de muito aprendizado, para me contar.

Alyryo conta o período que ficou na UTI tendo que acompanhar os dois pais internados. Seu pai teve um infarto pouco tempo depois de a mãe ser internada por uma doença autoimune. “Fiquei conhecido no hospital como ‘o rapaz que está com o pai e a mãe hospitalizados e é filho único'”.

Ele diz que após a mãe morrer esperou 15 dias para dar a notícia ao seu pai, acompanhado de uma grande equipe médica. Relata como que a morte da mãe fez ele se aproximar do pai, com quem havia tido pouco contato. “E é ai que vem a parte mágica nisso tudo. Hoje, vejo que sabiamente Deus me deu uma oportunidade de conviver com o homem, que muito embora eu o admirasse, pouco tempo tinha para que ficássemos juntos devido ao trabalho. Estávamos agora eu e ele, convivendo como amigos, em um apartamento pequeno.”

Quando seu pai partiu, ele disse que “chegou ao fundo do poço”. “Mas como certa vez minha analista disse: a morte tem dois fatores importantes: Ou ela te faz afundar junto com ela ou você pega impulso, aproveita a vida e vive da forma como você nunca viveu’. Eu preferi a segunda'”.

Compartilho a história que o Alyryo contou:

Nasci em Natal, às 13h do dia 30 de maio de 1977. Após três abortos (minha mãe teve sérios problemas em todas as vezes que tentou engravidar, inclusive na minha), cheguei ao mundo saudável e, falava meu pai, risonho também.

Fui uma criança que cresceu rápido, no meio de dois adultos (meus pais foram pais em idade avançada. Ele com 38 anos e ela, com 43).

Tive uma excelente educação. Pai ausente por conta da dedicação ao trabalho, mas sempre muito amável. Mãe dedicada, dona de uma fé invejável e minha maior referência como exemplo de doçura e amor ao próximo.

Cresci, me formei, iniciei a fase profissional com um pouco de ambição (que hoje confesso não ter mais – e nem quero). Fui um jovem que adorava festa (e ainda adoro), qualquer coisa para mim, por mais simples que seja, é motivo para comemorar. Cheguei na fase adulta com alguns conceitos e fui me desfazendo deles aos poucos. Não valia a pena alimentá-los [mais ao final ele conta que trata-se do apego às coisas materiais].

'Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo'
‘Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo’

Internação da mãe
No final de 2008, já debilitada por causa de uma doença autoimune que se chama Síndrome Sjogren, minha mãe foi internada para acompanhamento médico e início de um novo ciclo de medicação imunossupressora. Depois de 15 dias ela já estava com sérias complicações e foi internada na UTI.

Meu pai, no horário da visita médica, sofre um infarto no saguão do hospital. Lembro bem que nesse dia eu olhei pro céu e pedi a Deus que me desse ombros mais largos, pois o fardo estava pesado. A situação do meu pai era crítica, a da minha mãe irreversível. Eu estava na eminência de perder os dois ali, a qualquer minuto. Sentia medo, mas, mais do que medo, eu sentia uma dor enorme de não poder conviver com a alegria dele e a sabedoria dela.

Eu nunca ficava só, tinha o apoio de muita gente querida e da família. Passava os dias e noites no hospital, meus amigos e minha família se revezavam numa escala dolorosa de horários, inclusive me velando o sono. Quando eu fraquejava, ajoelhava e pedia a Deus que fosse feita unicamente a sua vontade e não a minha. Acho que foi a partir desse período que comecei a trabalhar em mim o desapego.

Sentia uma dor tão gigante ao entrar no leito das UTI´s e ver meus pais imóveis, entubados, com várias complicações, que reunia forças, e entregava ao Pai a vida de cada um. Sinceramente, não pensava em mim, na dor que iria sentir quando um deles partisse.

Lembro que um dia, na capela do hospital, minha tia (irmã da minha mãe), me falou: ‘eu não consigo entregar a vida da minha irmã assim tão fácil, queria que ela lutasse’. Eu respondi: ‘eu também pensei que nunca fosse conseguir. Estou cansado, ela também. Entrego a Deus para que ele a conceda o melhor’. Ficamos calados.

Fiquei conhecido no hospital como “o rapaz que está com o pai e a mãe hospitalizados e é filho único”. Lembro que foi a época que mais me senti acariciado e fortalecido na vida, vinha gente de todo canto e de todas as crenças me dar apoio. Tive inúmeras conversas que levarei pela vida inteira.

O adeus
No início de 2009, mais precisamente dia 6 de janeiro (Dia de Santos Reis), às 4h50, o telefone toca. Era do hospital. Naquele momento eu já sabia o que ocorrera, tinha perdido um dos dois. Acompanhado sempre por amigos e pela família, chegamos ao hospital e fui informado que minha mãe havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e falecido.

Nessa época, meu pai apresentava melhoras. Fazia uns quatro, cinco dias que havia saído do coma, e eu o visitava diariamente. A pergunta que eu ouvia era sempre a mesma: ‘e sua mãe?’. Eu sempre respondia: ‘pai, situação complicada, o quadro dela está irreversível, acho que não teremos mais a companhia dela em casa’. Ele virava o rosto para chorar.”

Naquela manhã, eu queria que a dor passasse rápido. Junto com as irmãs da minha mãe, decidimos que faríamos um velório rápido, seguido por missa e enterro. Reuni forças, juntei dois amigos a tiracolo e fui fazer a visita do meu pai, como de praxe, antes de ir ao velório. A fatídica pergunta veio e já aconselhado pelo médico, não pude ser sincero. ‘Menti’.”

Meu pai soube da morte da esposa 15 dias após o ocorrido, ainda na UTI e por meio de uma junta médica, composta por cardiologista, psicólogo, assistente social, junto comigo e seus dois melhores amigos. Embora eu já viesse o preparando, foi doloroso para ele e para mim.

Com fé, ele saiu do hospital. E é ai que vem a parte mágica nisso tudo. Hoje, vejo que sabiamente Deus me deu uma oportunidade de conviver com o homem, que muito embora eu o admirasse, pouco tempo tinha para que ficássemos juntos devido ao trabalho.

Estávamos agora eu e ele, convivendo como amigos, em um apartamento pequeno. E ele saiu do patamar de pai, para se tornar meu filho. O envolvi em todas as minhas rotinas, de saída com amigos, até a ida ao cinema e caminhadas no parque. Como ele não dirigia, eu ia deixá-lo e buscá-lo na casa dos amigos. Desenvolvemos uma cumplicidade que nunca havíamos tido (sempre fui mais próximo da minha mãe).

Mas, ainda assim, ele havia perdido o ânimo pela vida. Lembro que um dia cheguei em casa do trabalho e o encontrei chorando baixinho no quarto, por impulso, pedi que ele me ajudasse a superar aquilo, que eu também sentia muita falta da minha mãe, mas ela não voltaria mais.

Ele apenas me falou uma das frases mais bonitas que escutei até hoje: “o amor que você sente pela sua mãe, é de filho. O meu, é de homem, esposo”. Ali, percebi, que vivíamos dores diferentes e fui forçado a respeitar o seu tempo.

Em setembro, ainda abatido, com 38 quilos a menos, ele sofre outro infarto, segue para o hospital, fica hospitalizado por sete dias e no dia 14 de setembro de 2009, exatos oito meses e nove dias após a perda da minha mãe, vai ao encontro dela.  Acho que ele morreu de saudade.

Sinceramente, fiquei sem chão.

Uma amiga, enquanto eu estava velando o corpo do meu pai, foi na minha casa, fez duas malas de roupas minhas e, na saída do enterro, me puxou pelo braço e disse: “a partir de hoje, você mora comigo”.  Senti como se um anjo tivesse me segurado no colo, e com ela eu morei por quase três meses, até sair do apartamento, mudar para um outro e encarar a vida de frente.

Fui ao fundo do poço, mas como certa vez minha analista disse: “a morte tem dois fatores importantes: Ou ela te faz afundar junto com ela, ou, você pega impulso, aproveita a vida e vive da forma como você nunca viveu”. Eu, preferi a segunda.

Sofri, sofri muito. Mas, quando decidi que iria levantar, reuni toda a garra do mundo e imaginei: “Nada de pior pode me acontecer, já perdi o que tinha de mais valioso na vida. Que agora venha só alegria”.

Voltei ao mercado de trabalho, comecei a ocupar o meu tempo, fui visitar alguns amigos que moravam distante de mim e em maio de 2010 vim à Brasília, visitar uma prima, me encantei com a cidade, recebi um convite dela e quatro meses depois, como forma sábia de fugir de algumas dores que ainda me rondavam, mudei para a capital federal.

Aqui já reconstrui muita coisa, tenho bons amigos, um bom trabalho, sinto-me querido e envolvido no dia a dia da cidade. Se vou ficar aqui até o fim da vida, não sei. Hoje, nada me prende em lugar nenhum. Sou do mundo.

Não sou casado, não tenho filhos, mas sou padrinho de quatro afilhados. Cada um(a) me dá uma alegria diferente.

‘Quis comprar uma briga comigo mesmo’
Bom, pelo que Alyryo me disse, hoje sempre busca uma forma de preencher o tempo vago. Vai ao cinema, encontra amigos. “Nos finais de semana gosto de sair pela cidade com a máquina em punho e fazendo fotos ou de ficar escrevendo no computador crônicas ou textos sobre filmes. Ocupo a mente o tempo inteiro, se eu parar, penso sempre em besteira.”

“Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo. E hoje me considero um vencedor. Perder na vida dói muito, e perder quem se ama, dói mais ainda. E chega a ser uma dor física. Reunia forças cada vez que o desânimo me batia à porta e jogava para o alto a tristeza embora. Lembro que um dia, me veio uma vontade muito forte de pular da janela do prédio da amiga que me acolhia após morte do meu pai, era uma voz que me dizia: “pula, você não tem mais nada na vida mesmo’. Me tranquei no quarto e fiz uma oração forte. Aprendi que ou a gente chuta o fantasma da morte para bem longe, ou ele monta na gente. Tive todos os distúrbios recorrentes do luto e brigo com todos até hoje (ansiedade, compulsão alimentar – engordei 14kg, insônia, irritação, fadiga profunda), mas, tenho consciência que não dá para vencer todos de uma vez. Bem acompanhado eu venci a balança e voltei para o meu peso, ainda faço uso de medicamentos para estabilizar meu humor e mesmo quando não estou com pique, encontro força nos meus amigos de academia e vou correr, malhar, viver. Entendi, que eles partiram por que era a hora de cada um e a minha hora, ainda está correndo.”

O sentido da vida: ‘estar vivo e respirando’
Sobre o sentido da vida, ele me disse: “Hoje pensando aqui, depois disso tudo, o sentido da vida para mim é estar vivo e respirando. Tudo tem sentido. Antes eu cultivava a ideia do acumulo material como bem mais precioso, vi meu pai, um workaholic de primeiraconstruir muita coisa, mas não levar nada dentro do caixão além de um par de sapatos, uma calça e uma camisa. Quando o vi realmente partir, fiquei pensando: “meu Deus, tanto esforço, tanto corre-corre, para quê?”. Ele vivia planejando a viagem perfeita com minha mãe, o sonho de comprar o carro que sempre quis. E nunca realizou”.

“Eu até então cultivava a mesma ideia. Pensava aqui, quero conhecer tal país, mas vou esperar a companhia de alguém especial. Quero ir no cinema, mas ninguém topa. Moral da história: no ano passado conheci a cidade que eu era louco para conhecer desde de adolescente e não esperei por ninguém, além de mim, para realizar esse sonho. Hoje penso, se estou vivo e tenho condições físicas, eu tenho tudo. Nunca descobri tanta força. As vezes olho pra trás e penso: “Só me resta agradecer, por tudo”. Resumindo, o sentido da vida pra mim é o simples fato de estar vivo.”


 

Escreva um livro sobre a sua história!

Quer dar sentido à sua vida por meio da sua história? Fale comigo! Escreva um livro sobre a sua vida, a história da sua família, empresa ou instituição. Entre em contato pelo: www.vidarialivros.com.br

Anúncios

63 comentários

  1. Olá boa noite, será possível algum me passar o contato da pessoa que contou a história. Talvez e-mail,face. Obrigada

  2. Eu perdi minha mãe a quase dois anos, é sinto como a eu vivece uma falsa vida, pq tento ser forte, é entender que isso se passou pela minha vida; mas hora ou outra tudo vem a tona, e a forma cono ela foi maltratada no hospital ate a sua chegada em casa quando veio a falecer. Sinto que ainda não superei sua morte. Gostaria se possível de conversar com vocês que passam pela mesma situação se quiserem conversar e ter um pouco de conforto da minha parte deixo aqui meu whatssap 81995586442

  3. Eu perdi meu pai há alguns anos, e minha mãe se foi faz menos de 2 meses. Também sou filho único. Não é fácil conviver com o fato de ter perdido alguém que seja importante, dói muito, pois a falta é um abismo sem fim. Apesar da falta que sinto, da dor que me vem ao lembrar de certos momentos, eu sigo em frente pensando que é minha obrigação continuar vivendo da melhor forma possível, sempre fazendo o bem, pois eu sou uma parte de meus pais que ficou. Eu tenho que fazer o melhor que posso para honra-los. Para você que está passando por esse momento, digo a você que não devemos nós entregar a tristeza, pois um pai e uma mãe luta para ver seu filho bem, seguindo um caminho bom. Um pai que ama seu filho jamais ficaria feliz vendo a tristeza de seu filho. Portanto, eu digo, não deixe que a tristeza tome conta de você, preserve apenas a felicidade e as coisas boas, pois é isso que eles querem, onde quer que estejam. Siga em frente por eles.

    • Prezad@s!
      Eu perdi meu pai e minha mãe em um período de 4 meses. Minha mãe adoeceu e meu pais adoeceu de vê-la naquela situação. Acho que ele tinha que partir primeiro.
      Pensei que isso só tinha acontecido comigo, mas vejo que não… compartilhei tudo que tinha nos últimos 30 anos anos com eles….agora conto com a força divina para viver minha própria vida…

      Abs

  4. ola se sua vida ta dificil pq vcs nao conhecem a minha perdi uma noiva a 3 anos atras de cancer de colo em janeiro de 2016 pedi minha mae aos 48 anos de cancer de estomago 7 dias depois acabo de perder meu pai heroi aos 65 anos de avc ele nao resistiu a sua partida 3 mortes importantes na minha vida ja tentei suicidio 2x sem sucesso e tive 2 avcs trasintorios pois e estou em depressao penso em morrer a quaquer minuto pois a vida esta sem sentido

  5. Perdi a minha mãe há 1 mês e duas semanas…não sei como viver sem ela! Queria tanto acreditar que a morte não é o fim de tudo!

    • minha mae descobriu que estava com um cancer no intestino mas o medico falo que era simples 98 por cento de cura que nao era grave ..minha mae estava normal cozinhava lava roupa ria melhor doque eu super feliz .ai começo a fazer os tratamentos depois que tomou a quiometerapia .volto mau pra casa mas o medico falo que era normal. ai tomos os remdios vitaminas etc começo a melhorar .ai a ultima quiometerapia que ela fez .volto pra casa mau muito mau nao comia mais nada etc nem saia da cama mais coitada .ai levamos ao hospital interno ela coloco no soro e fico 5 dias la e nao melhorava ai foi pra uti e morreu muito rapido .como entender isso .graças ao hospital das clinicas de sp minha mae pego infçao hospitalar e morreu la na quele lixo !

  6. Olá meu nome é Alice eu perdi meu filho em 2009 e até hoje sinto muito a sua falta a dor da perda é muito forte mas quem sempre esteve do meu lado foi Deus e minha família e o que eu posso falar pra você é que da mesma forma que Deus me ajudou ele irá te ajudar também um grande abraço e fica com Deus.

  7. OLá, hoje estou muito triste pois lembrei dos meus pais.

    Perdi meu Pai em 2003, eu tinha apenas 12 anos, mas ainda hoje me sinto culpado pela sua morte, pois estávamos num bar de costume, ele bebendo e conversando com amigos e eu jogando fliperama, me divertindo depois que trabalharmos em sua mecânica. Mais tarde vem um rapaz avisar que estão querendo matar seu amigo, e ele como sempre querendo ajudar foi ver o que estava acontecendo, mas olhou pra mim e disse (suas últimas palavras) “Filho vai pra casa que eu posso levar tiro e você não” (sem tirar uma letra , ele disse isso), eu sempre calmo nem contei pra minha mãe e fui pra casa, jantei e dormi, no dia seguinte fiquei sabendo que ele havia sido baleado e morreu.

    Me sinto muito culpado por não ter avisado minha mãe, e por isso perdi meu ídolo, meu super heroi.

    Em pouco tempo após sua morte, minha mãe descobriu um câncer, e com a falta de vontade de viver acabou agravando muito, detalhe minha mãe casou com apenas 14 anos, ela amava muito meu pai, depois que ele morreu ela não quis mais viver, e com a doença ela se entregou e não queria fazer tratamento e espera apenas o dia que reencontraria meu PAI, e foi o que aconteceu, depois de 1 ano e 9 meses, ela foi encontrar ele. Eu com apenas 14 anos e minha irmã com 16 sofremos mais uma vez, e terminamos de ser criado pela nossa avó.

    Até hoje eu choro quando fico triste por qualquer coisa, e lembro deles, lembro dos momentos em familia.

    Estou escrevendo isso e chorando muito, mas preciso jogar pra fora.

    obrigado

    • entendo ,eu tenho uma história pouco parecida tenho um pai vivo quando ru tinha 3 anos de idade ele matou minha mãe e depois fugiu ,fui criado por minha vó e ate hoje sou,so que depois de ele ter fugido el volto com um tempo e eu ja tava com 17 anos e ele mora perto de mim,hoje tou com 19 anos e ainda nunca falei com ele todos os dias eu penso nisso se eu devo falar com ele ou não,isso nao sai da minha cabeça as vezes evito passar na rua onde ele mora e agora que tou com 19 anos não preciso mais dele,precisei quando eu era pequeno fora a minha outra vo que e a mae dele que so falei com ela 3 vezes nao culpo ela por pela tragedia,eu nao sei o que fazer e muito ruim vc crescer e nem saber como e seus pais e nem conhecer e não responsabilidades deles ,faço as coisas pessoais so,isso e tragico pra mim

    • Uma historia muito linda!! perdi meus pais tbm…. meu pai com 14 anos em 2003 e minha mãe em 2007. Passei muitas situações tristes… mas se apeguei muito a Deus e ele me deu forças.

    • A melhor forma de se esvaziar é colocar pra fora o que sentimos por isso quando estou meio pra baixo choro com todas as forças pq alivia a dor que sinto… Mas a vida continua e desejo o melhor pra você força!

  8. Olá boa noite! Perdi a pessoa mais importante da minha vida no dia 19/04/2016, minha mãe. Ela sofria da mesma doença que a sua mãe, essa tal síndrome de sjogren.Ainda estou digerindo isso tudo, estou tentando dar forças ao meu pai. Que vira e mexe anda chorando. Voltamos para a igreja.. Vimos que nosso refúgio era na casa do pai. Deus tem nos dado força a cada dia para seguir em frente. E assim vamos vivendo…

  9. Perdi o meu pai dia 28-02-2016, ele tinha DPOC grave, tomava oxigênio há 08 anos, choro todos os dias e eatá difícil superar esta dor. Eu era muito ligada a ele, não ia para minha casa a noite antes de deixar ele deitado em sua cama. Peço que me ajude a superar tamanha dor.

  10. Oi também to muito mal. Perdi meu pai dia 4 de agosto e mae dia 28 de agosto.Hoje fazem 4 meses d minha mãe e daqui uns dias 5 meses do pai.sou filha única e to arrasada e choro muito de saudades ..acho que vou ficar doente.

    • Perdi meus pais e estou no fundo do poço! Eu realmente nao sei viver sem eles. Após perdê-los comecei a adoecer sempre. Nao tenho nenhuma vontade de continuar vivendo.

      • Perdi meu pai 18/9 e minha mãe 4/1 … Tem dias que estou bem, tem dias que estou mal… Não sei o que fazer, não tenho muito ânimo….

  11. História de vida parecida com a minha. Quando nasci minha mãe tinha 37 anos e meu pai 42. Minha mãe vinha com problemas de saúde a anos e faleceu a 4 meses. Agora somos meu pai, a Branca (cachorrinha que manda na casa ) e eu. Tá sendo muito difícil, ainda não encontrei meu eixo, espero conseguir assim como você!

  12. Perdi minha mãe meu porto seguro há 9 anos. Hoje estou com 30 anos, estou desempregado, ontem de noite eu durmi com uma foto da minha mãezinha querida em baixo do travesseiro, chorei muito ontem, espero conseguir um bom emprego.

    Meu pai não da muita bola pra mim, nunca deu muita bola.

    Mãe te amo muito, sinto tua falta cada segundo, queria poder te ver, te abraçar, chorar no teu colo. Te amo te amo te amo te amo muito mãe. Te amo mãezinha.

    Eduardo Pistoja ibargoyen. 22/11/2015.

    Te amo mãe.

    • Bom passeio quase pela mesma situação em agosto de 2013,depois de dezessete anos de casada me separei quando foi na véspera de natal depois de 13 dias internada perdi minha mãe e depois de 4 meses no dia das mães 9 de maio perdi meu pai e em julho depois de 2 meses perdi meu emprego fui mandada embora sem esperar na hora q mais precisava me viraram as costas.
      Tenho uma irmã q assim q meus país faleceram foi viver a vida dela e agora sou só eu e meus dois filhos adolescentes um de 16 anos e uma de 13 anos q não são companhias estou só há dois anos e aí q os dias mais difíceis mas amei seu depoimento e vou me inspirar em VC e tentar ser feliz

      • Olá Tatiana confesso que fiquei com um nó na garganta pois você perdeu seus pais. Sabe, estou muito triste, chorando o tempo todo mas uma coisa eu posso lhe dizer, nem te conheço mas você VAI SER FELIZ SIM, como você mesma falou, já passou por muita coisa e ainda tem dois filhos que te amam muito, isso você pode ter certeza. Gostaria eu de ter filhos, nenhuma mulher se interessa por mim. Você é uma vencedora, coloque isso na cabeça e nos seu coração, chuta o pessimismo pra longe, sacode a poeira. Assim como minha mãe está cuidando de mim pode ter certeza que seu pai e sua mãe estão cuidando de você lá de cima.

        Um braço forte, nós vamos vencer na vida e vamos ser felizes com nossas vidas.

        Beijo e Abraço. Força.

  13. Alyryo,confesso que eu não suportaria a situação pela qual você passou. Acho que eu não estaria escrevendo este comentário.
    Tenho 37 anos, um filho de 7 e por ele contínuo a morar junto com a mãe dele. Foram 2 ocasiões em que saí da casa, mas voltei e suporto muita coisa para ficar ao lado dele. Eu nunca quis ter filho, mas aconteceu e ele e meu pai são as coisas mais importantes que tenho. Não tenho nada com a mãe dele. Acho que nem amigos posso dizer que somos.
    Atualmente, meu pai foi diagnosticado com câncer, em virtude do cigarro, e irá iniciar os tratamentos.
    Cara, eu estou desesperado. Ele está em Bauru e eu sou Procurador num Município onde sofro perseguições e não posso ‘deslizar’, sob pena de ser processado por qualquer coisa, até mesmo uma ausência.
    Morei com meus país até 30 anos, quando meu filho nasceu. Foi após o nascimento do meu filho que comecei a trabalhar. O cara – meu pai – é meu amigo, companheiro, conselheiro, ‘porto seguro’ etc., e me dá pânico, desespero imaginar o fato de ficar sem meu pai, que me ligava 5 vezes por dia e já não liga mais. E meu filho presencia meu sofrimento.
    Confesso que estou desesperado, muito, mas muito triste de saber que em algum momento, mais tarde ou mais cedo ficarei sem meu herói, um exemplo de caráter e honestidade, bem como amor ao próximo. Era justo, pois foi Auditor Fiscal do trabalho por 34 anos e teve a honra de punir muitos injustos. Tenho orgulho do meu pai. Só de pensar nessa situação já me descem as lágrimas.
    Eu não sou apegado a religião, mas que alguma força superior me dê ânimo para continuar a caminhada, pois tenho um filho de 7 anos.

    Abraços e forças a todos!

    • Oi André tenha somente fé e entregue sua causa nas mãos De Deus vc disse q não é apegado em religião mas eu sirvo a um Deus que faz o impossível por amor a nós creia e descanse no Senhor! Vai da tudo certo!

  14. Não conhecia seu site e como a maioria dos que comentaram cheguei através de buscas aleatórias. Nossas histórias são muito parecidas , sou filho único, não tenho grandes contatos com meu pai, minha mae também e portadora de uma doença auto imune e crônica, felizmente ainda e viva. Seu relato pedindo a Deus ombros mais largos me remeteu a 2012 quando quase perdi minha mae a primeira vez na véspera do meu aniversário, parece que ao ler seu relato vi a mim mesmo. Também fiquei conhecido nos hospitais por onde passei por ser o filho único da paciente da UTI , e em um deles o filho da paciente fúnebre , por minha mae estar naquele período apenas esperando sua hora, felizmente não foi daquela vez. Luto por 5 anos e posso dizer minha mae hj e mais minha filha também, nesses 5 anos já passei por tanta coisa que acredito só VC que já passou pode imaginar. A perda para mim e sempre uma sombra colada a nossa existência nas confesso não saber nem por onde imaginar começar . Acredite fico muito feliz pelo caminho que percorreu apos a perda dos seus país e espero que qnd chegar a minha hora tenha a sorte de seguir passos semelhantes aos seus e não ser sugado ainda mais para fundo do poço. Parabéns pela história de coragem, fe, doação e amor!

  15. Não gosto de ser filho único. Não temos “ninguém por nós”. Se o irmão do seu amigo, ou se o seu tio te sacaneiam, ninguém faz caso. Se você tivesse um irmão que fosse, alguém para “brigar por você”, ficar do seu lado, seria mais fácil. Eu ainda por cima sou filho de mãe solteira, pobre cozinheira, “humilde” a ponto de deixar a cobra pisar e agradecer ainda !!!
    Tomei nojo de parentes, e fico pensando como será se ela falecer primeiro que eu.
    Não suporto a cara deles, e se eles indiretamente disserem que tenho algo a ver com isso (a morte da minha mãe, e acreditem, é bem possível e já ocorreu antes com outros parentes), ao menos já estaremos no cemitério mesmo.
    Sei que vou sofrer sozinho, pois não tenho amigos, não acredito na amizade, não fui agraciado com essa dádiva, se é que existe de fato.
    Bem, se ela morrer primeiro que eu, da minha parte não haverá velório (pra que prolongar o sofrimento ?), e se houver, que ela fique a vontade junto aos seus, por que meus nada são, só incentivaram a mesma a me tratar como bandido, sendo que a minha revolta era por ser obrigado a visitar e esmolar o meu pai, que me tratava como vagabundo, e foi o ser mais desprezível que tive o desprazer de conhecer.
    Morreu em 2011, e se pudesse voltar no tempo, naquele maldito velório não teria ido.
    Lá estavam meus meio irmãos que ele amava, suas ex-esposas e concunbinas, eu sempre tive nojo do cara, não precisava ter sido hipócrita a ponto de ir lá.
    “Deixai aos mortos o sepultar seus próprios mortos”.

  16. Perdi minha mãe ha alguns dias… A sensação que tenho é que agora posso perder qualquer pessoa. Foi uma perda sem sentido, minha mãe era jovem e saudável. Tenho pai, irmão, marido, mas me sinto extremamente sozinha. Nunca fui muito religiosa, isso não tem me ajudado, depois de perder minha mãe comecei a refletir, com todo respeito, que essa dor e tao imensa que ficamos procurando justificativas e explicações p nos apoiarmos. Todos os dias antes de dormir peço p sonhar com minha mãe, durmo cheirando a camisola dela, mas acordo e percebo que não sonhei com nada.

  17. Também sou filha única. Tenho 24 anos e meus pais são as pessoas que mais amo nesse mundo. Minha mãe já é uma senhora entrando na terceira idade, então essas reflexões sobre o dia que terei de me despedir deles já começam a me bater a porta. Sei que a morte faz parte da vida, que é uma lei universal e que mais dia menos dia eu também vou ter que passar por essa experiência de ver meus pais partirem. Mesmo assim quando penso nisso, me assusta a idéia de me ver “”””sozinha”””” nesse mundão de Deus!
    Abraços

  18. Nossa, me sinto um pouco aliviada lendo histórias parecidas… Dessa forma não me sinto tão sozinha no mundo…
    Mais uma vez começa a luta contra as lembranças.
    Superar as lágrimas e ser forte a qualquer custo para continuar minha jornada.
    No ano de 2014 (agosto), perdi mainha, quase enlouqueci de saudade…
    2015 planejei um ano diferente, com alegrias. Que até tive… Com a notícia da chegada da minha Stella.
    Mas agora, mais uma vez meu mundo caiu. Meu painho, meu herói. (Setembro 2015).
    A esperança que me restava, porque lá no fundo sabia que não tinha mãe, mas ainda tinha um pai, como ele sempre dizia: “mia FIA, você não está sozinha, você ainda tem um pai!”
    Ah como eu me sentia protegida!
    Mas aí veio a notícia que tirou essa certeza de mim, seu câncer tão avançado…
    Lutou e batalhou pela sua vida.
    Mas Deus quis assim e fé livrou da sonda, que era a coisa que você mais tinha raiva, a capanga do demônio!
    Agora, a vida ta meia sem graça, mesmo entendendo que foi a vontade de Deus e que eh sempre o melhor e que temos que aceitar..
    Vou acordar e não irei mais te ligar pra saber como você ta…
    Não vou mais poder dizer com orgulho que ainda tenho painho.
    A sua geração encerrou… E agora eis que surge uma nova! E eu vou ter que seguir o meu caminho, dessa vez órfã…
    Soluçando com tantas lágrimas, mas sabendo que o meu Deus consertou seu coraçãozinho, te fez um novo homem e te colocou num bom lugar!
    É difícil aceitar uma perda… E mais ainda aceitar 2.
    Difícil não morrer de chorar quando lembro da época de criança, bênção mainja bença painho…
    Dos gritos, das brincadeiras, das vezes que cuidei deles… Enfim.
    Encerrou a minha jornada de ser cuidadora deles… E segue então uma nova fase…
    A alma geme de dor, vem aquela sensação de estar perdida e abandonada neste mundo,
    Mas louvo a Deus por ter preparado tudo antes.
    Me deixou casada e agora juntos vamos cuidar da nossa Stellinha.

  19. Perdi minha mãe há menos de um mês, a dor é realmente indescritível. Que Deus nos ajude a superar o que a vida trouxer de pesar e a aproveitar o que realmente vale a pena!

  20. Oi estava navegando na internet atrás de historias que podessem me confortar, e de saber que não sou a única que passaria por esta dor tao grande que é a perda. Bom perdi meu maior bem minha ” tia mãe ” era tudo na minha vida ela não fazia nada que não fosse por mim! Foi tudo tao rápido. Ele sentiu uma dor dia 5 de janeiro de 2015 eu a socorro para o hospital, e lá não realizaram nenhum tipo de exame pq ela dizia que a dor era na boca da barriga, acima do estomago só a medicaram e mandaram pra casa. Chegando em casa ela ai da co ti uava com uma enorme dor que não era normal, mas não quis mais ir ao médico, notei que a aparência dela é de que ela sabia que aquele seria seu ultimo dia aqui na terra então ela tomou um banho e foi dormir, mas ela estava com tanta dor que não parava no lugar, da cama foi para o sofá e do sofá se deitou no chão. Ali ela faleceu e o pior de tudo que eu fui a primeira logo ao acordar a ver a minha tao amada tia morta e eu não queria acreditar naquilo. Ela faleceu também dia 6 de janeiro dia de reis. Ai da é tudo muito recente, estou tentando trilhar minha vida com meus planos e metas que ela mesmo queria para mim! E ainda estou nesse processo de aceitação tem dias que choro, tem dias que não choro! Tem dias que me lembro dela e sorriso e assim vai i do a minha vida estou pedindo a cada dia a Deus força pra que ele restaure a minha vida. Porque por mais que eu continue vivendo a minha vida sinto que nunca mais serei a mesma pessoa! Ainda me DOI o peito ao respirar mas creio que só a saudade vai restar dessa imensa dor que corrói minha alma. Tenho uma familia grande de 8 irmãos 8 sobrinhos tenho minhas amigas e meu noivo, que estão ao meu lado me ajudando nesse processo. Me emocionei com seu relato e pode acreditar que me motivou a me reerguer nessa fase difícil da minha vida. Abraços.

  21. Acabo de digitar no google “Filho Único de pais falecidos”, afim de encontrar pessoas com uma história similar a minha, me chamo Daniela, tenho 26 anos, ler a sua história me fez sentir como se fosse eu mesmo escrevendo. Vários fatos bem similares. Meus pais me tiveram com uma idade avançada e por coincidência ele com 38 e ela com 43. Meu pai faleceu a 9 meses, minha mãe está internada a 5 dias na UTI devido a um AVC hemorrágico.
    Quando meu pai faleceu percebi que estava rodeada de amigos, todos me acompanhando para visita-lo na UTI durante os 48 dias que ficou internado, minha mãe já não andava devido a uma forte depressão, foi se entregando cada vez mais. Faço jus a suas palavras e entrego tudo na mão de Deus, que seja feita a vontade dele não a minha, o que sei da vida é que cada uma é unica e temos que aproveita-lá da melhor maneira, a nossa vida é exclusiva nossa, não é eterna e muito frágil, como a vida é frágil. Estou treinando o desapego, fácil não é, o fardo é imenso de pesado, peço muito a Deus ombros mais largos e forças maiores que ele possa me dar, Ele me da, sinto-me protegida e amparada por Deus, pois se não fosse a fé nada teria. Li todos os comentários dessa postagem, cada um com sua história com sua tristeza, a dor é grande, o sofrimento é grande, cada lagrima eu sei representa uma dor inexplicável que sai de dentro de nós. Mais é como diz a musica: “Cedo ou tarde a gente vai se encontrar, tenho certeza numa bem melhor … “. Também faço tratamento pscicologico, é importante, te traz de volta a vida, nos faz perceber que nós não morremos com eles. A todos eu desejo forças, nada mais. Ao Alyryo um obrigada por compartilhar sua história, eu sei que não é fácil, pois quando compartilhamos algo assim somos taxados de coitadinhos sob aqueles olhares de dó e pena.
    A vida ensina muito, sei que deve ser uma pessoa iluminada e cheia de experiencias pra contar, pois eu tenho muitas experiencias aprendidas. Uma vez minha psicologa mencionou que o sofrimento forma caráter, hoje eu acredito muito mais em pessoas que sofrem ou sofreram algo assim. srrsrs
    Boa Noite a todos. Abraços

    • Daniela, força!
      Tudo tem seu tempo, você faz o certo ao entregar ao Pai que ele faça o melhor. Nada é por acaso e as perdas nos ensinam muito, esteja certa.
      Que Deus a abençoe.

      Abs,

      Alyryo

  22. Me emocionei com a sua história. Eu passei por isso, sou filha unica e tem 10 anos que perdi meu pai com câncer, e 8 anos que perdi minha mãe também com câncer. Não foi nada fácil pra mim, fui morar com minha tia porque eu era de menor na época. Passei 3 anos morando com ela, foi ai que conheci meu esposo e me casei, estou a 6 anos com ele e gravida do meu primeiro filho. Nesse tempo foi Deus que me consolou, porque se não for ele a gente não aguenta porque a dor é demais. Não é fácil até hoje, mais estou conseguindo da a volta por cima. Te desejo tudo de bom, que Deus te abençoe grandemente. Tenha fé em Deus. Um forte abraço.

    • Sabrina minha mãe morreu e meu pai faleceu 5 meses depois ele chorava todos os dias pela morte dela, ele era 10 anos mais velho e ela morreu primeiro, se passou um ano e eu ainda choro muito, pois ainda que ore a Deus, as vezes me sinto sem chão para pisar, eu peço que me ajudem por favor.

      • Ola Julio…
        A dor da perda é demais, principalmente quando perdemos as pessoas tão importante para nossa vida. Como sempre digo para pessoas, nada como o tempo para superar essa dor. No meu caso foi assim, no começo foi super difícil pelo fato de não ter ninguém para me ajudar, mas anos depois conheci a Deus e ele me ajudou a superar, e colocou o meu esposo na minha para me ajudar. Deus é contigo e ele nunca vai te desamparar. Tenha fé que essa dor vai passar, e você vai conseguir dá a volta por cima. Abraços fica com Deus!!

  23. Também achei seu depoimento por acaso quando procurava um conforto na internet. Sou filha única e sempre tive muito amor de meus pais. Há dois anos e 2meses perdi meu pai, vítima de um infarto. Até então, me sentia a pessoa mais segura do mundo, cheia de planos, sonhos… Achava que nada daria errado na minha vida, mas quando meu pai morreu, virei uma pessoa insegura e o medo de perder minha mãe é constante.

    Hoje esse medo é bem maior, porque há uma suspeita que minha mãe esteja com câncer. Eu estou sem chão. Me sinto sozinha, carente, precisando de colo.
    Eu sei que preciso ter forças pra lutar com ela, pra ama-la, pra cuidar dela, mas só consigo chorar. Só consigo me sentir sozinha. Sinto como se nada fizesse mais sentido, como se já tivesse perdido a briga.

    Foi reconfortante ver seu depoimento e saber que mesmo com tanta dor você está superando este momento. Não sei como serão os meus próximos dias, mas me inspirou saber da tua história.

    Eu espero que consiga ter tanta força como você e que seus dias de sol cheguem mais rápido ainda.

    se puder, entra em contato cmg. Gostaria de ter alguém pra compartilhar essas inseguras, mas não qualquer um, alguém que entende e sente o que estou falando.

    Abraços

    • Juliana, te desejo força e mais que isso, serenidade. É bem comum no meio da tempestade não encontrarmos a terra firme, mas acredite, ela existe. É nesse período que irão se aproximar de você seus mais verdadeiros amigos, posso te dizer isso por experiência própria. A vida da gente não é a vida dos nossos pais, a vida da gente é nossa, unicamente. Só quando perdemos algo é que temos a certeza que nada é eterno, a não ser o que se vive, por isso, viver é cultivar o melhor de cada dia.
      Um abraço,
      Alyryo

  24. Bom dia,
    Hoje está fazendo 14 dias que perdi minha mãe, sou filha única também, estava lutando contra um cancêr qdo perdi a batalha, sabe procurei alguma coisa que me confortasse na internet qdo me deparei com tua história, é uma dor tão intensa pois eu e ela eramos muito grudadas, lutavamos juntas para vencer as barreiras e Graças a DEUS tenho um pai maravilhoso que também esta tentando superar e nos dois juntos estamos tentando ajudar um ao outro desta dor.Dona Cida minha mãe amada .

  25. Também sou filho único e a dias ando com um aperto no peito só imaginando se conseguirei superar a perda dos meus pais, agora que sou sozinho. Perdi meu irmão em 2009. Mas é isso aí, cada um tem sua hora. No final todos ficam juntos. Seu texto me inspirou demais. Muito obrigado. Tudo de bom pra você, grande abraço.

    • Alisson,

      Posso te responder e sendo muito franco, dependerá muito de você. Não pense nisso agora, cada dor tem o momento certo para ser pensada, não antecipe os problemas e viva intensamente os seus pais. Força e fé!

      Abs,

      Alyryo

  26. Alyrynhoooo! Que saudade de vc! Nunca mais nos vimos!! Linda história de amor!! Deus te ilumine sempre!! Brunna Pedroza

  27. ATÉ ME EMOCIONEI,MUITO INTERESSANTE SUA HISTÓRIA,ATÉ PQ TENHO TBM UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR,QUE FICOU PARADA NO TEMPO…GOSTARIA DE PENSAR ASSIM COMO VC.

  28. Sensacional a sua história, Alyrio! Tb sou filho único, e me identifiquei muito com a sua história.
    Me impulsionou a repensar alguns valores.
    Torço por sua felicidade!
    Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s