Aos 69 anos, mágico diz que sentido da vida é levar o sorriso às pessoas e, com isso, se divertir também

Geraldin
Manipulação de cartas é número favorito de Geraldin (Foto: Divulgação)

Dias atrás, um amigo meu fez um post no Facebook anunciando que faria sua primeira apresentação oficial como mágico. Na hora eu me dei conta de como fazia tempo que eu não via (ao vivo e por meios eletrônicos) uma apresentação de mágica – deve ter sido quando criança, nas poucas vezes em que fui ao circo. Vai ver é porque hoje em dia já somos guiados pela “ilusão” da tecnologia.

Tudo isso para explicar que resolvi entrevistar um mágico sobre o sentido da vida. Conversei com Geraldo Coelho, de 69 anos, que usa o nome artístico de Geraldin e trabalha como ilusionista há quase 50 anos.

Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, ele contou que sempre gostou de mágicas, desde pequeno. Criança, não deixava de assistir exibições de ilusionistas que visitavam cidades vizinhas. “Quando via um mágico, eu ficava alucinado, até que um dia, em 1965, conheci um mágico que dava cursos. Então eu abracei essa arte maravilhosa.”

Poucos anos depois, em 1968, disse que já tinha recebido um prêmio num concurso e garante que hoje é o mágico brasileiro mais premiado nacional e internacionalmente. “O que mais me agrada é poder levar um entretenimento às pessoas e poder fazê-las sorrir.”

Para manter o encantamento nas pessoas, Geraldin não costuma revelar como são feitas as mágicas. “O segredo é a alma do negócio. Para pessoas que desejam simplesmente conhecer o segredo, é importante que elas não percam o encantamento da fantasia. Digo que é o mesmo que tirar a fantasia de uma criança, dizendo, que Papai Noel não existe.” A revelação ele faz apenas em cursos para mágicos.

E apesar de trabalhar levando o lado lúdico da vida às pessoas, garantiu que nenhum trabalho é fácil e é o profissional que determina seu valor. “Você tem que correr atrás “, disse. “Para mim, não existe coisa mais maravilhosa do que você fazer o que gosta.”

Lema de família

Geraldin me disse que nunca tinha parado para pensar sobre o sentido da vida. “Tento caminhar de forma natural, como diz o poeta ‘deixa a vida me levar, oi, leva eu”. Mas revelou ter um lema que sua avó passou para sua mãe que, por sua vez, passou para ele: “O importante é você fazer o bem e não olhar a quem. E eu acrescento que além de fazer o bem, eu tenho o privilégio de poder levar o sorriso às pessoas com minha arte. E claro que com isso também estou me divertindo.”

O número que mais gosta de fazer é o de manipulação de cartas. “É aquela mágica que as cartas aparecem em sua mão, você joga na cartola e do alto faz aparecer mais cartas, por várias vezes”. Ele explicou que se costuma dizer que a manipulação de cartas “é a menina dos olhos dos mágicos”.

Hoje em dia, ele trabalha o tempo todo como mágico. Disse que participa de quase todos os festivais mágicos e atua nos shows de gala como conferencista e jurado.

Antes de conseguir levar a vida só fazendo mágica, contudo, trabalhou com outras profissões. Trabalhou em grandes empresas sempre na área de controle de qualidade e manutenção, em funções como projetista e supervisor.

Mas é satisfeito por atualmente conseguir viver só de mágica. “No meu caso, para mim é uma profissão com muitos atrativos. Estou sempre viajando (passeando a trabalho), costumo dizer me hospedo em um hotel cinco estrelas, com todas as mordomias, e ainda no final recebo por isso. Outro atrativo é ter a oportunidade de sempre conhecer pessoas novas e importantes.”

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