Não saber o sentido da vida nos dá a liberdade de criar nossa própria forma de viver, diz Gikovate

Faz quase um ano e meio que eu comecei a questionar e estudar o sentido da vida e já li muitos artigos, textos, livros e conversei com muitas pessoas sobre o assunto. Nesta manhã, eu estava justamente dando continuidade às minhas pesquisas para um material que estou produzindo quando encontrei um vídeo no YouTube do psiquiatra Flávio Gikovate respondendo a questão.

Resolvi compartilhar o que ele diz aqui no blog porque encontrei, nos seis minutos de fala dele, um resumo que permeia vários lados desse questionamento do sentido da vida: não saber o sentido da vida nos estimula e nos dá a liberdade de criar a nossa própria forma de viver.

Diz ele: “o verdadeiro sentido da vida nós não saberemos, cada um é livre para construir o seu sentido. O fato é que a existência dessa incerteza, repito mais uma vez, o fato de a gente não saber responder a essa pergunta, ao invés de ser motivo de depressão, é estimulante, porque cria todas as condições para a liberdade individual, todas as condições para a gente poder inventar criativamente um jeito legal de viver”.

Essa depressão citada por Gikovate é comum entre quem questiona o sentido da vida. Afinal, temos essa dúvida geralmente quando não estamos muitos satisfeitos com a existência. Quando está tudo legal, a gente não questiona.

Acontece que, ao questionar, podemos até encontrar respostas espirituais, metafísicas e filosóficas para a questão. Mas a grande verdade é que a resposta certa ninguém sabe. “Somos resultado de um grande mistério, não sabemos da onde viemos e para onde vamos”, cita Gikovate.

E quando chegamos a essa consciência, de que tudo é um mistério, descobrimos a liberdade que temos de dar à nossa vida o sentido que queremos.

O fato de eu não ter um sentido pré-determinado, definido, estabelecido para a vida, aumenta a nossa liberdade individual, cria condições favoráveis para a gente construir uma história de vida de acordo com as nossas convicções e com a nossa maneira de ser.”

Gikovate cita uma frase de um filósofo francês: “a vida não tem sentido nenhum, mas não é proibido dar-lhe algum” (ele não lembra o nome do autor da frase).

Ele também permeia um campo importante, que é o da evolução humana. Afinal de contas, conforme vivemos, crescemos como seres humanos. O que não deixa de ser uma forma de aprimorar a sociedade em si.

O mais importante talvez seja o crescimento pessoal. É a gente aprender a lidar com mais docilidade diante das adversidades e da contrariedade, inclusive diante da incerteza da condição humana. Esse avanço psicológico que nos permitiria ser mais serenos e levar a vida com mais leveza diante das contrariedades todas que definem a nossa existência e principalmente diante da ignorância que define o pilar principal da nossa condição. Viver esse estado emocional um pouco mais sereno aumenta muito a liberdade de a gente poder construir uma história própria, peculiar, individual.”

E isso galera, em vez de ficarmos presos a padrões pré-determinados, que nos machucam e nos fazem sofrer, bora livrar-se do que nos faz mal e buscar a felicidade ao nosso modo!

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