Para ex-jogador de futebol e professor de crossfit, sentido da vida é pensar no bem-estar dele, da família e dos alunos

'Cuidar e melhorar a qualidade de vida das pessoas me faz bem também', diz Rodrigo, que fez questão de tirar a foto com o filho Eduardo, de 5 anos
‘Cuidar e melhorar a qualidade de vida das pessoas me faz bem também’, diz Rodrigo, que fez questão de tirar a foto com o filho Eduardo, de 5 anos

Rodrigo Bonilha, de 31 anos, é um dos sócios da academia de crossfit que tem perto da minha casa (pra quem não sabe, crossfit é aquele treinamento com exercícios do dia a dia, sem equipamentos tradicionais de musculação). Jogador de futebol desde os 6 anos, ele chegou a jogar fora do país, na Itália e Alemanha. Retornou ao Brasil aos 20, quando, em suas próprias palavras, voltou a estudar e resolveu “ser professor e cuidar da saúde das pessoas.”

“Esse lado de promover saúde também é uma coisa que me movimenta, me fascina. E mexer com pessoas, cuidar e melhorar a qualidade de vida das pessoas me faz bem também”, contou.

Fazia algum tempo que eu buscava entrevistar algum profissional de Educação Física sobre o sentido da vida, levando em conta meu intuito de falar com as pessoas das mais diferentes realidades possíveis. Aproveitei que a academia de crossfit é pertinho de casa e dei um pulo lá.

Vice-campeão fraldinha

Rodrigo me contou que sempre gostou muito de praticar esportes. “Tanto que eu sou vice-campeão fraldinha, com seis anos já era federado na Federação Paulista de Futebol.”

Desistiu da carreira como atleta de futebol após perceber que as boas oportunidades na área são para poucos. Chegou uma época em que precisou mudar o horário da escola e estudar à noite para treinar e trancou a faculdade para poder morar fora. “No futebol é um em 1 milhão que vai conseguir chegar lá, então eu fui até aonde deu. Aprendi bastante, conheci lugares, o que foi importante. Aproveitei enquanto durou. Depois eu joguei pela faculdade, tive bolsa pela faculdade, tenho só a agradecer ao esporte e aprendi muita coisa.”

Revelou que, para não ficar na incerteza da carreira como jogador, sua “certeza maior foram os estudos”. Fez faculdade de Educação Física, pós-graduação em fisiologia do exercício e outros cursos da área, contou.

E disse que aprendeu muitas coisas como atleta. “Ainda eu joguei futebol, que é uma atividade coletiva. Isso me ajudou muito em umas tarefas de escola, faculdade. Eu falo para as pessoas que eu trabalho desde os seis anos, que eu já jogava, disputava o campeonato. Então é uma obrigação, é um dever, e tem que se dedicar a ele.”

Crossfit: amor à primeira vista

E foi justamente por gostar de exercícios funcionais, que trabalham o corpo todo, que se aproximou do crossfit. “Foi amor à primeira vista. Acabou virando meu negócio também.”

Rodrigo explicou que o principal diferencial do crossfit é que todo dia tem um treino diferente, não há rotina. “Nós trabalhamos aqui dentro movimentos que vão te auxiliar no dia a dia, então acaba tendo uma relação como a sua vida e isso acaba motivando mais as pessoas”, disse, orgulhoso.

Explicou que os alunos são motivados a frequentar o espaço diariamente, onde são trabalhadas três modalidades: exercícios cardiovasculares (como pular corda, correr), os ginásticos, que são controle do peso corporal, e os de levantamento de peso.

Sentido da vida

E tendo em vista toda a vida dele dedicada ao esporte, é claro que o sentido que ele vê nela não poderia ser muito diferente: “É juntar mente sã, corpo são, e conseguir driblar a loucura do dia a dia do nosso planeta”, afirmou. “Eu levo a minha vida sempre pensando no bem-estar meu, tentando passar para a minha família, para o meu filho, para os meus alunos. Porque acho que a gente vive num mundo que é muito estressante, muito pesado. Então para mim pelo menos através do esporte, eu consigo ter mais tranquilidade mental e física para aguentar a demanda do dia a dia.”

Como vive na caótica cidade de São Paulo, disse que se sente privilegiado por ter uma vida saudável.

“A gente que mora em São Paulo, conseguir ter qualidade de vida, ir pra praia, ir pro mato, ir pro Parque do Ibirapuera, que é minha rotina diária… Meu trabalho é no Parque do Ibirapuera e dentro de um box de crossfit. Então eu não posso reclamar, acho que eu levo uma vida que eu sonhei mesmo.”

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