Muitas pessoas travam diante de uma folha em branco. Não conseguem avançar no texto e se sentem bloqueadas em seu processo criativo. Diante dessa dificuldade, simplesmente engavetam o sonho de escrever um livro, pois acreditam que não possuem talento para escrever. Se esse é o seu caso, trago a seguir uma técnica infalível para soltar a escrita e destravar esse medo das palavras. Acredite, elas não mordem!
Comece a soltar a sua escrita
O jornalista, escritor e professor Edvaldo Pereira Lima, talvez o maior especialista em Jornalismo Literário no Brasil, possui uma técnica muito bacana para quem quer trabalhar a escrita criativa. Chama-se Escrita Rápida e é detalhada em seu livro Escrita Total.
Já fiz alguns cursos com ele e faço um breve resumo dessa técnica (quem quiser se aprimorar, pode ler o livro). Ressalto que esse é um exercício para a escrita de não ficção (pois sou jornalista e especialista apenas nesse gênero).
1. Escolha um lugar calmo
Reserve um local e um ambiente calmo para escrever sem interrupção de nada nem ninguém. Desligue ou fique longe do smartphone;
2. Pense numa história
Escolha um episódio que tenha vivido ou escutado. Pode ser um “causo” que ouviu falar, um acontecimento marcante na sua vida ou um simples ocorrido que sinta vontade de fazer o exercício;
3. Separe um tempo para o exercício
Reserve no mínimo 10 minutos para a escrita (no máximo, o quanto quiser). Programe um alarme e escreva sem parar, até ele soar;
4. Escreva sem parar ou editar
Escreva a história rapidamente, sem pensar muito, sem organizar a escrita na sua cabeça e sem se preocupar com correção gramatical ou ortográfica ou com a qualidade do texto. Como detalha o professor: “Escreva com o máximo de velocidade que puder, não olhe para o que está escrevendo, nem caia na tentação de editar, corrigir o texto, melhorá-lo. Simplesmente escreva, vá escrevendo o que lhe surge na cabeça, as emoções que aparecem, os sentimentos que brotam. Abra-se com coragem para o fluxo criativo que vem do seu interior”;
5. Dê um título
Ao terminar de escrever, vá para o começo do texto e escreva um título de súbito, sem pensar;
6. Leia o texto
Fala a leitura com curiosidade e apreciação, mas sem nenhum senso crítico. Não se julgue. Simplesmente curta o que você fez. Não corrija, não edite;
7. Deixe o texto “descansar”
Guarde o texto e não faça mais nada a respeito nas próximas horas.
8. Edite outra hora
Caso queira levar adiante à história, volte ao texto em outro momento para arrumar e editá-lo. O importante é que você já terá “destravado” a ideia inicial e a colocado no papel!
Repita o exercício sempre que travar
A recomendação é fazer esse exercício sempre que você sentar para escrever e não conseguir desenrolar sua história. Se fizer disso um hábito, chegará uma hora que as palavras sairão naturalmente para o papel. Assim, o seu projeto de escrita de um livro andará. Afinal, não se esqueça: um livro nada mais é do que uma série de textos curtos, um na sequência do outro!
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