Quando há uma bifurcação, como escolher o caminho certo a seguir?

2015-04-18-13-35-12

Oi, gente! Estou preparando com carinho o “retorno” do Vidaria – que, sim, terá novidades em breve… Tenho estudado diferentes formas de conteúdo enquanto a carinha nova não fica pronta. Numa dessas, revi sem querer um vídeo que gravei há mais de um ano e nunca compartilhei por aqui. Fiquei com vergonha na época, mas assistindo de novo penso que não falei tanta asneira assim. É sobre como escolher o caminho certo a seguir. Quem nunca viu uma “bifurcação” na vida e ficou indeciso?

Havia uma bifurcação no meio do caminho: como escolher o caminho certo a seguir

No começo de 2015 eu estava no Parque da Cantareira, a passeio, quando me deparei com uma bifurcação no meio da trilha. Pode parecer bobeira, mas confesso que na hora olhei para os dois caminhos e fiquei em dúvida sobre qual seguir. Eu estava sozinha e não conhecia a trilha – e tenho um trauma sobre estar só em trilhas que conto logo em seguida.

Depois que escolhi um dos caminhos, gravei o vídeo abaixo:

Escolhi, medrosa, o caminho da esquerda. Qual foi minha surpresa ao descobrir que se tratava apenas de um curto retorno para voltar ao mesmo lugar – dei uma “voltinha” e retornei pelo caminho da direita.

Vocês podem pensar: “que bobeira. Era só um passeio no parque!” Pode ser. Mas na hora tive aquele friozinho na barriga. Pensem, eu estava sozinha, achava que a trilha seria longa e realmente acreditava que cada um dos caminhos levava a um lugar diferente.

Ri comigo mesma da situação quando vi que o caminho dava para o mesmo lugar em que eu estava antes da indecisão. Na hora queria estar com alguém para compartilhar a bobagem. Tendo em vista que estava só, gravei o vídeo – que hoje compartilho com vocês! 🙂

O dia que me perdi na trilha

como escolher o caminho certo a seguir
Eu na viagem que fiz à Chapada dos Veadeiros

Agora vou contar o motivo pelo qual tenho certo “trauma” de trilhas. Eu já me perdi sozinha em uma trilha desconhecida na Chapada dos Veadeiros, em Goiás – para quem não conhece, o lugar é lindo e recomendo a visita!

Em 2014, eu estava há cerca de uma semana na Chapada e tinha feito amizade com um turista que havia ido sozinho da Vila de São Jorge para o Vale da Lua – um lugar com pedras que lembram a paisagem lunar em meio a uma correnteza! Em tempo: a Vila de São Jorge é onde ficam pousadas e campings. Lá mora um senhorinha muito simpática que contou sobra a história do garimpo de cristal da região (leia aqui).

Meu amigo me contou verbalmente o caminho que ele tinha feito pra chegar ao Vale. Eu anotei num papel e fui – até dava pra ir de carro, numa volta maior, mas eu não estava com carro, nem com guia, e queria passar pela aventura da trilha.

No dia seguinte acordei cedo, atravessei a rodovia sozinha e lá fui em busca do ponto que dava acesso à trilha de cerca de 2,5 quilômetros no meio do mato: uma abertura na cerca de arame farpados. Segui na estradinha de mato, encontrei e atravessei o rio que meu amigo descreveu.

“Escalei” o morro – tinha uma escadinha com pedras construída a mãos. Encontrei a continuação da trilha no campo aberto lá em cima. Segui o caminho marcado no chão, que tinha bifurcações, mas intuitivamente escolhia as que eu achava mais oportunas. Todas darão no mesmo lugar, pensava!

Perdida no meio do mato

Quando eu encontrei a estrada de terra que meu amigo descreveu, não havia continuação da trilha do outro lado. Subi alguns metros. Desci outros. E nada! Tentei seguir no meio do mato até perder a estrada de vista. Não achei nem a trilha e não conseguia ver a estrada para voltar. Sério. Bateu um desespero. Era eu, sozinha no meio do mato e um monte de verde ao meu redor.

Consegui achar de novo a estrada de terra e marquei com uma pedra bem grande onde eu estava. Resolvi seguir em um dos lados da estrada para ver se encontrava a continuação da trilha. Andei alguns minutos mas não achei. Voltei para a pedra e pensei em retornar à Vila pelo mesmo caminho que eu tinha vindo. Era por volta de meio dia e pensei: ainda está claro, tenho cinco horas ou para voltar ou para achar o resto da trilha rumo ao Vale.

Queria achar o Vale. Resolvi seguir pelo outro lado da estrada de terra – a minha pedra marcava o ponto que eu tinha vindo. Andei menos de 500 metros na outra direção e encontrei uma trilha que cruzava a estrada de terra e seguia pro outro lado! Tive dúvidas, mas estava quase certa que era a trilha correta que ia para o Vale.

Segui morrendo de medo na trilha – juro que meus pés tremiam. A paisagem não batia muito com o que meu amigo falou e ainda encontrei uma cerca de arame farpado que ele não tinha avisado.

A cada metro que eu andava à frente, pensava: “vou seguir só mais um pouco, se eu não encontrar nada mais adiante volto pela mesma trilha”. A mata começou a fechar e – juro – comecei a lembrar de histórias de pessoas que se perderam no meio do mato. Eu estava com celular, mas não tinha sinal (eu possuía o número de um guia da região e tentei ligar para ele, sem sucesso). Eu exitava a cada passo, mas não queria desistir e voltar para trás sem ter encontrado o Vale.

Quando avistei o Vale

Qual foi minha surpresa quando, aos poucos, a mata foi abrindo e avistei um ônibus de turismo estacionado com pessoas descendo logo à frente. Era a entrada do Vale da Lua! Quase chorei de emoção. Foi a primeira vez na vida que fiz uma coisa dessas…  No Vale, ainda encontrei uma história linda de amor (leia o depoimento).

E esse é meu post sobre bifurcações e como escolher um caminho certo a seguir. Faço um paralelo: às vezes a gente se perde na vida também. O aprendizado que tive com essas duas histórias em trilhas é seguir adiante, mesmo com medo. A gente pode encontrar o “Vale” ou voltar para “o mesmo lugar”. Mas o que importa é a experiência de ter ido e descoberto por nós mesmos!

Gostou do texto? Compartilhe com quem acha que vai gostar também! 🙂 E acompanhe em breve as novidades aqui no Vidaria!

Como saber o caminho certo a seguir
Foto que fiz no Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros

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