Travar durante a escrita de um livro é bastante comum. Provavelmente, todo autor já vivenciou aquele momento em que simplesmente não consegue avançar nos parágrafos. Isso acontece por diversas razões. Às vezes o travamento é apenas ocasional, pois há dias que o texto não avança mesmo. Porém, quando ele ocorre com frequência, levando à procrastinação e até à desistência da escrita, pode ser resultado de fatores emocionais. Veja a seguir os principais fatores emocionais que podem ser responsáveis por travar a sua escrita.
Fatores emocionais que podem travar a escrita de um livro:
1. Ter medo de encarar a própria história
Muitas vezes a escrita é autobiográfica. Até mesmo em livros de ficção, é frequente os autores usarem a própria história como inspiração para o enredo. Em livros teóricos, também é comum os escritores usarem o próprio exemplo para ensinar e ilustrar aprendizados.
Escrever sobre si exige encarar a própria história com tudo o que ela carrega: fracassos, rejeições, perdas, lutos e demais dores emocionais do passado. Muitas pessoas, ao se deparar com esses episódios, acessam a dor que tiveram naquele momento e não conseguem avançar no processo de escrita.
Nesse caso, é essencial procurar acolher a sofrimento sentido, em vez de rejeitá-lo e voltar a engavetá-lo, interrompendo o processo de escrita. Às vezes, é justamente isso que a pessoa precisa para se curar da dor causada pelo episódio em questão.
Quando não for possível superar o assunto, o recomendado é procurar ajuda, como terapias ou apoio emocional, para conseguir ultrapassar a dor e seguir com o processo de escrita, que também pode ser parte do processo curativo.
Fingir que a dor não existe não resolverá o problema. O autor que adiar fazer isso, inevitavelmente se deparará com outro episódio no futuro que exigirá que ele lide com o assunto.
2. Lidar com vulnerabilidades e inseguranças
Ao relatar a própria história, invariavelmente nos deparamos com episódios nebulosos sobre nosso passado. Muitas pessoas querem revelar apenas os sucessos de sua jornada, mas uma história convincente é composta também por erros e aprendizados.
Muitas pessoas travam com medo da exposição desses acontecimentos. Nesse caso, é preciso entender que toda história contém altos e baixos, pois não somos perfeitos. O importante é o autor entender de que forma o acontecimento negativo contribuiu para a sua evolução.
Em livros teóricos, deparar com lacunas de conhecimento que exigem aprofundamento faz os autores interromperem o processo de escrita. Em vez de pesquisar a aprender mais sobre o assunto, eles se sentem inseguros, pensam que não têm conteúdo suficiente para escrever um livro, e travam.
3. Achar que não é bom o suficiente
Há quem comece a escrever e conclua que, na verdade, sua história é irrelevante, não é boa o suficiente e ninguém se interessará por ela. Convencida de que não tem nada a dizer, essa pessoa interrompe a escrita.
Isso acontece, muitas vezes, por uma idealização do processo de escrita do livro. Quando imagina a obra sendo publicada, alguns autores não consideram que há um caminho a ser percorrido até isso acontecer.
A produção da obra é um processo criativo e exige que encontremos um caminho para transmitir a mensagem que desejamos com o texto. Isso não significa que a história não é boa, apenas que você ainda não convenceu a si mesmo de que gosta dela.
É necessário entrar no fluxo da escrita, deixar sua essência criativa se manifestar, sentir prazer ao escrever. Quando você gostar da história, não verá a hora de terminá-la para compartilhar com os demais.
4. Sentir-se incapaz de escrever
Muitas pessoas simplesmente não querem dedicar tempo para a escrita, têm preguiça, procrastinam e travam. Isso acontece porque escrever, na maioria das vezes, dá trabalho mesmo. Exige disciplina, comprometimento e planejamento. Deixar para escrever somente na hora de puro deleite e prazer pode resultar em pouco avanço no texto, já que esses momentos podem ser raros.
O lado positivo desse aspecto é que, quando começa a incluir a escrita na rotina, normalmente o autor pega gosto e, em vez de procrastinar, passa a desejar o momento de sentar na frente do computador para escrever. Para algumas pessoas essa hora chega mais rápido do que para outras. Ultrapassar esse momento exige força de vontade, mas depois vale a pena. Nada mais prazeroso do que ver o tão sonhado livro ganhar forma e, enfim, ser publicado.
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